quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sinais dos tempos

http://www.publico.pt/Media/newsweek-anuncia-fim-da-revista-em-papel-1567937

http://www.poynter.org/latest-news/mediawire/192028/newsweek-to-reduce-staff-eliminate-print-edition-as-it-goes-digital-only-in-2013/

Dia da Comunicação na ESEP

O dia da Comunicação da Escola Superior de Educação de Portalegre foi uma um belo dia onde se encontraram alunos novos com alunos "velhos".
Onde tivemos oportunidade de conhecer percursos de vida de alguns colegas que trilham a profissão há alguns anos e que partilharam de forma generosa connosco as suas vitórias e derrotas, as suas dificuldades e  ambições, no fundo, a sua visão do que é de facto ser um profissional do jornalismo e da comunicação.

Houve ainda espaço para apresentação de trabalhos finais de cursos de licenciatura e de mestrado. 

Tive a oportunidade de estar presente e de apresentar à audiência a minha tese, naquilo que considero um ensaio geral para a defesa que está para breve.

O Prezi é um bocado tosco e o conteúdo pouco para ilustrar o trabalho feito, mas foi um momento construtivo nesta caminhada que terminará em breve, com a defesa do trabalho feito.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

18 de Outubro "Dia da Comunicação" na ESEP


Mais uma oportunidade para falar sobre o trabalho desenvolvido para a tese de mestrado e também, uma "espécie" de ensaio geral para a defesa que, embora ainda sem data marcada, está para breve.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

O Público e o El Pais que futuro?


Vivemos um momento de crise. Ela é global, afecta todos os sectores da economia e os News Media não são imunes a este momento histórico. 

Pelo contrário,  avaliando aquilo que foi a ultima década, os News Media estão particularmente expostos a este momento adverso.

A quebra do mercado publicitário era já uma realidade antes do inicio da crise e o stress que a  Internet e as novas plataformas online criaram no sector já era do conhecimento geral.

A realidade económica que vivemos actualmente apenas precipitou uma conclusão. O modelo de negócio dos "legacy media" não funciona mais. 

Não há mais como ignorar a necessidade premente de reestruturar as empresas, de olhar com olhos de ver para os conteúdos, de colocar o leitor no centro de toda a atenção e de lhe cobrar por esse privilégio.

Infelizmente, para as estruturas empresariais, reestruturar significa despedir profissionais.

Pergunto-me, como farão mais e melhores conteúdos os meios desprovidos de profissionais qualificados?

Como vão garantir qualidade e independência?

Como vão no fundo, produzir aquilo que é o âmago do seu negócio?

Ou assumimos de vez que afinal o que os jornais fizeram até agora foi vender páginas de publicidade e que essa história de produzir notícias era só passatempo?

Tenho imensa pena que dois dos meus "objectos de estudo"* se encontrem neste momento em processos de despedimento colectivo e que as suas redacções fiquem mais pobres, mais mal pagas e menos motivadas para construir um futuro, que será, muito provavelmente vivido mais e mais online.

Os conteúdos, a qualidade e a exclusividade dos conteúdos, serão a moeda de troca numa relação meio de comunicação / leitor no ambiente online. A capacidade de criar empatia e relações de confiança, de dialogar com o leitor, de ir de encontro a um público cada vez mais exigente e segmentado, a personalização da informação e a informação direccionada a nichos são as apostas a fazer. Mas que só podem ser feitas com profissionais qualificados, motivados e experientes.

Os cortes anunciados pelos dois jornais levam-nos a crer que caminham noutras direcções. E que, mais uma vez a ditadura dos números cega aqueles que deviam estar a planear o futuro.

Para mim, será interessante analisar o que muda na qualidade / quantidade de conteúdos produzidos e a evolução das assinaturas online e comparar resultados com a estratégia do New York Times.

Afinal, será o modelo freemium a melhor opção? Podemos pedir aos nossos leitores que paguem pelo que lêem?

Penso que sim, que podemos. Mas temos de lhes dar a ler qualidade!


*O Público e o El Pais anunciam despedimentos colectivos.