"Las empresas periodísticas viven tiempos de cambio.El periodismo del siglo XX ha muerto. El del siglo XXI apenas balbucea.En el passado, las reglas del juego estaban claras: a la prensa correspondía la interpretación, a la radio a inmediatez y a la televisióne el el entretinimiento. Cada cual tenía su público y todos conservaban su propria cuota publicitaria." (Salaverría & Negredo, 2008:21)*
sexta-feira, 30 de março de 2012
As noticias e a visão desproporcionada do mundo
Esta pequena apresentação fala sobre uma questão que ultrapassa os E.U.A. e que pode bem ser aplicada à nossa realidade.
Quando falamos sobre novos modelos de negócio para os media, alega-se muitas vezes que não podemos cobrar por conteúdos que não têm qualidade, ou exclusividade e que são acessíveis de outras formas.
Repensar a forma como se faz noticias e sobre o que se produzem conteúdos é então um ponto fundamental na definição daquilo que serão os media no futuro.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Conferências: Jornalismo em Tempos de Crise - Fórum de Jornalistas
Programa aqui
Iniciativa que decorre já no próximo sábado dia 31 de Março, na Casa da Imprensa e que reúne diversas personalidades da área do Jornalismo Nacional.
Uma iniciativa para acompanhar com atenção.
Forum de Jornalistas
Noticias lucrativas?
Três ideias para reflectir e que muito se enquadram nesta nova fase da vida dos media.
Afinal as noticias devem ser lucrativas?
Os jornalistas têm de ser empreendedores e ter visão de mercado quando realizam o seu trabalho?
Ou devem apenas fazer aquilo que fazem melhor: informar sem olhar a quem?
"...many students invariably talk about
what they want to do. In my best imitation of a gruff old-timer, I
tell them nobody gives a shit what they want to do, save perhaps their mothers.
They should care about what the public — their customers — want and need them
to do. They need to care about the market if they have any hope of the market
sustaining them. That is why they start every term talking with the public they
hope to serve. They always come back with surprises."
"In the long run, cynically giving the public only what
it thinks it wants will not deliver value and will fade like the fad it must
be. I have that much faith in the market."
"The problem is that journalists don’t know shit about
business. Culturally, they don’t want to."
Olhando para este gráfico publicado em 28 de Fevereiro pela The
Atlantic parece que teremos de descobrir as respostas rapidamente.
Os números são explícitos, mas as leituras que podemos
fazer deles são várias e a que Derek Thompson faz
neste artigo "The
Collapse of print Advertising in 1 Graph" são interessantes.
"Call it creative if you want, but this is
what economic destruction looks like. Print newspaper ads have fallen by
two-thirds from $60
billion in the late-1990s to $20 billion in 2011.
You sometimes hear it said that newspapers are dead. Now, $20 billion is the
kind of "dead" most people would trade their lives for. You never
hear anybody say "bars and nightclubs are dead!" when in fact that
industry's current revenue amounts to an identical $20 billion."
"So the reason newspapers are in trouble isn't that
they aren't making lots of money -- they still are; advertising is a huge, huge
business, as any app developer will try to tell you -- but that their business
models and payroll depend on so much more money."
Afinal qual é o problema? As
empresas jornalísticas lucram pouco, ou gastam de mais?
Precisamos afinal de um modelo de negócio que garanta mais
ganhos? Um que seja mais eficiente ou um conjunto das suas soluções?
terça-feira, 27 de março de 2012
Twelve New Trends That Will Shape the News You Get.
Law 1 - In the Age Darwinian Content, You are you own Editor
Law 2 - The Digital Dozen Will Dominate
A dozen or so multinational, multi-platform media companies will dominate global news and information.
Law 3 - Local: Remap and Reload
Local news companies are getting smaller and more local-oriented in their coverage as they struggle to find survival strategies.
Law 4 - The Old News World is Gone - Get over it
Law 5 - Mastering the fine Art of Use OPC
The Internet news revolution is creating new middlemen offering more reading and advertising choices.
Law 6 - It´s a Pro-Am World
The audience is talking back, engaging with each other and creating content.
Law 7 - Reporters Became Bloggers
We all know what a reporter is and what a blogger is, right? Guess again.
Law 8 - Itch the Niche
“General news” is dying. Topical products are taking its place.
Law 9 - Apply the 10 percent Rule
The heavy lifting of journalism can be aided and abetted by smart use of technology.
Law 10 - Media anda Marketers find New Ways to Mix and Macth
How viral marketing is being used by the media and to sway the media.
Law 11 - For journalists' Jobs, It´s Back to the Future
Journalist are taking a page from the history books, having to balance multiple skills and multiple gigs.
Law 12 - Mind The Gaps
We can see the blue sky of a journalism renaissance….but first we’ve to cross a chasm of pain.
As listas são formas fáceis de organizar pensamentos. Enquanto conteúdo na
internet são apelativas e populares.
Têm surgido muitas nos últimos tempos direccionadas aos jornalistas.
Tentando sintetizar novas formas de organizar o seu trabalho, enumerando
elementos novos que de sevem acrescentar a um trabalho na Internet ou até mesmo
como potenciar a sua visibilidade na Internet.
Assumindo que a profissão de Jornalista no futuro próximo será mais
instável, maioritariamente freelancer e que os profissionais terão de encontrar
primeiro o seu lugar no mercado de trabalho, a questão do marketing pessoal,
nomeadamente nas redes sociais também não tem sido descurada.
Ken Doctor apresenta-nos estas 12 tendências para o futuro do Jornalismo.
Num inglês americano de fácil entendimento e com um tom algo descontraído, entramos naquelas que são para autor os 12 vectores que delinearão o caminho
dos media num futuro próximo.
Para ler de forma crítica, destilar a dimensão americana e tentar
perceber por onde nos encaminhamos por cá.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Jornalismo, Comunicação e Cultura
“O jornalismo é um negócio e obedece a regras de mercado”, foi com esta declaração incómoda para uma audiência composta por futuros jornalistas que João Canavilhas abriu a sua intervenção nas últimas Jornadas da Comunicação da Escola Superior de Educação de Portalegre.
Percebemos ao longo dos últimos anos que existem grupos empresariais que dominam os órgãos de comunicação social e que esses grupos funcionam sob uma logica capitalista: o lucro.
Por isso, e segundo Canavilhas, o Jornalismo de hoje tem de ter um valor de uso para que possa ter um valor de troca – preço – para poder gerar receitas.
Aplicada a qualquer outro produto este é um raciocínio lógico. No entanto, quando aplicado às notícias e ao trabalho jornalístico em geral surgem problemas éticos com os quais a classe profissional ainda não consegue lidar.
A revolução digital e o posterior boom de conteúdos na Internet veio trazer mais que um problema económico para os meios, criou também uma crise de identidade para toda uma classe profissional.
A profissão de Jornalista foi, durante todo o Século XX, mais que uma profissão, um modo de estar na vida. Um trabalho emocionante, onde se poderia mudar o mundo com uma notícia.
Foi também uma profissão que se colocou sempre perante problemas éticos e que de um modo geral muito reflectiu sobre si, os seus intervenientes e o mundo.
O contacto com as fontes, a investigação e a busca da verdade faziam dos jornalistas pessoas informadas, na sua maioria cultas e atentas ao ambiente que as rodeava.
Nunca antes o resultado do trabalho dos jornalistas foi visto tão claramente como um produto e esse novo facto impõe-nos uma nova e demorada reflexão sobre o que é afinal ser jornalista nos dias de hoje.
Nunca os jornalistas foram trabalhadores conformados numa linha de montagem, hoje são. Cada vez mais confinados às suas secretárias, olhando para a máquina, ouvindo e absorvendo informação que lhes chega em segunda mão.
Esta nova realidade aliada à crescente instabilidade económica faz com que o produto jornalístico seja cada vez mais tratado como um conteúdo e não com a seriedade que uma notícia merece.
Não sou jornalista, apesar de essa ser a minha formação de base e a minha paixão.
Devido à minha experiência profissional olho para os media de um outro ângulo, o empresarial.
Interesso-me especialmente pelos novos modelos de negócio que temos de encontrar se queremos continuar a discutir os media no futuro.
Novos modelos de negócio para os media na Internet será então o fio condutor deste blogue, que surge como bloco de apontamentos na preparação da tese de mestrado e que espera receber contributos.
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